
E, ao falar no plural, temos presente essa plêiade de colaboradores que nos ajudaram a construí-la.
Só um amor infinito pela causa educativa nos poderia ter conduzido, ao longo de quase meio século de docência, ao topo de um circuito onde pais e filhos, professores e auxiliares de educação tiveram um lugar de destaque ímpar.
Homenageá-los seria muito pouco, relativamente ao que, em conjunto, conseguimos construir.
Esta construção, escusado será dizer, pautou-se pelas relações humanas que fomos fortalecendo à medida que nos abríamos em sorrisos, que nos conduziram aos diálogos permanentes e atempadamente geridos, originando a abertura recíproca aos afectos criados entre todos.
Assim se construía a Família-Escola cujos objectivos primordiais era a formação integral, e, desde o primeiro contacto / encontro, de todos os intervenientes no processo educativo, cujos resultados se projectavam na realização pessoal de cada ente educativo/educador a curto prazo e profissional a médio e longo prazos.
Que o digam os nossos agentes educativos, essas crianças, homens/mulheres feitos/as, muitos/as deles/as, pais e mães de família, avós e bisavós, tal é já este percurso que teima em continuar a caminhada que sempre entroncou neste InovarEducando / EducarInovando.
É, decerto, um facho que, ainda que arda com chama cada vez mais forte, já não queima. Até porque não tem conseguido incendiar todos/as quantos/as, a seu lado, permanecem temerosos de tudo quanto possa vir a acontecer.
É necessário acabar com o medo: o medo de errar, o medo do que lhe possa acontecer, o medo de mostrar o que vale, o medo da ignorânciaO medo de falar em voz alta (claro e bom som), o medo de expressar as suas ideias e ideais, mas que, em surdina, vão deixando o «veneno» que lhe corrói a alma.
Enfim, o medo do medo que, afinal, não tem razão de ser para quem faz o melhor que pode, o melhor que sabe; dando-se no melhor que tem em si mesmo: a sua VOCAÇÃO de EDUCADOR mantida numa presença viva, actuante, ainda que no silêncio, apenas, quebrado por evocações constantes do que devia ser e não é, do que tem que ser e não consegue que seja.
Só que continua e continuará a ser ELE(A) MESMO(A), seja na sua singularidade, seja na sua alteridade...
Cremos ser esse o nosso papel fundamental nesta sociedade que clama por mais e melhor, mas que pouco se dá na retribuição de quem dá o que pode e deve.
Cremos ser esse o nosso papel fundamental nesta sociedade que clama por mais e melhor, mas que pouco se dá na retribuição de quem dá o que pode e deve.
Em breve há mais, prometo.
Até lá, um abraço de alento também para esses(as), Isaura