segunda-feira, 28 de julho de 2008

amizade

Olá Isaura!
Que tal vai a vida? Espero que bem. Hoje vim ao blogue e lembrei-me de escrever algo. Apenas um agradecimento pela sua disponibilidade para todos, sem reservas nem receios. Um beijo amigo da Fátima de sempre. Boas férias para si e para o Sousa.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PNEPemCHAVES: Santo Amaro



Homenagem sentida

Não será muito mais que isso: Homenagem e Gratidão.
Homenagem na medida em que ao longo desta tua caminhada nos deste muito de ti. Abuso seria dizer-te que deste tudo de ti. A nossa vida particular obriga-nos a deixar sempre algo fora do lugar e nem sempre, decerto, podemos responder, cabalmente, ao que se pede, no momento.
Sabemos muito bem que isso faz parte da nossa condição humana. Repartimos, tanto, pelos outros, que nos esquecendo, tantas vezes, de nós mesmos. Mas até isso nos faz crescer.
E, neste momento fugaz em que termina, apenas, uma etapa, deixas uma lição de vida e de trabalho que não pode passar despercebida a quem dela beneficiou em plenitude. Sou uma dessas pessoas que partilhou contigo momentos de verdadeiro prazer, de alegrias memoráveis, de algumas lutas à mistura. Só Deus sabe o que custaram. Nós também sabemos. E foi isso que nos estimulou a dar, ainda mais. Só que poderia ser bem diferente. Poderíamos ter chegado aí sem nos magoarmos, sem desastebelizarmos relações que vieram a ser, com algum atraso, cordiais, na sua vertente mais humana.
Por isso que este momento seja de gratidão.
Palavra que traduz sentimentos transformados em amizade profunda, em alegrias incontidas, em comunhão de quereres e saberes, em recordações benfazejas que ficam a marcar, apenas, uma vida de trabalho conjunto.
Partes com algum desânimo, bem o sei. Tinhas muito mais para dar se este sistema soubesse aproveitar talentos que ainda poderiam render em prol de uma educação de todos e para todos.
Gostaria de deixar-te, apenas, um convite: Aparece sempre que possas e desejes. Estaremos contigo. Aproveita bem «as Férias» que, desta vez, serão um pouco mais longas. Não esqueças, porém, que não deixaste de ser PROFESSORA... Sê Feliz. Marca a diferença.
Um abraço, Isaura.


terça-feira, 15 de julho de 2008

PNEPemCHAVES: Santo Amaro



Neste muito mais incluímos este ramo de flores, símbolo da nossa paz interior com que homenageámos Maria, nossa Mãe. A Ela agradecemos toda esta caminhada e a Ela pedimos que continue a guiar os nossos passos de crianças em crescimento contínuo.
Sabemos que só com o seu apoio, com a sua ajuda, os nossos pais nos poderão entender neste crescimento que desejamos seja saudável. Também eles crescem connosco, bem o sabemos. É neste crescimento mútuo que entronca a razão de ser das nossas vidas. Vidas partilhadas no AMOR filial, no AMOR paternal e maternal, no AMOR fraternal onde Cristo, Seu Filho, tem um lugar marcante de Irmão mais velho, mais experiente, mais maduro. Também a Ele agradecemos ter estado presente nas nossas brincadeiras. A bola que Lhe oferecemos é o símbolo mais que real; o livro que Lhe entregámos, é, também, um dos símbolos dos nossos estudos, do nosso saber; o caderno em que Lhe escrevemos tantas das nossas amarguras, das nossas tristezas, das nossas angústias, mas também dos nossos risos, das nossas gargalhadas, dos nossos olhares, das nossas esperanças, das nossas aventuras, das nossas alegrias. Enfim, da nossa FELICIDADE.
É nela que queremos apostar sem receios, sem medos de errar, com confiança, com serenidade, com vontade de avançar por caminhos seguros onde os nossos pais e os nossos professores têm uma palavra muito especial a dizer, ou um silêncio atento para não perturbar este crescimento constante.
Tudo isto vivemos num misto de agradecimento e de súplica para podermos prosseguir rumo ao porto seguro que cada dia se nos oferece, sem regatear o que quer que seja.
Para que tudo isto pudesse acontecer houve um trabalho de equipa entre professores, onde, cada qual, colocou o que de melhor tinha em si mesmo(a).
E resultou, tal como podemos ver em mais dois momentos onde a comunidade educativa restrita teve um lugar de honra, também. Por todos estes momentos, também nós gostaríamos de deixar expressa toda a nossa gratidão. Bem-Hajam. Até breve, Isaura.





PNEPemCHAVES: Santo Amaro


Momento de riqueza inquestionável

É verdade. Mas, há muito mais. Para além das actividades realizadas, integradas na Semana Cultural, havia a necessidade de agradecer o percurso realizado até aqui com os colegas, os professores, os pais e até os avós e demais familiares que compartilharam, de bom grado, o que de bom e/ou menos bom se foi construindo ao longo destes 4 anos de escolaridade. Termina, assim, uma etapa que muito nos ajudou a crescer. Sim, a crescer. E, também, interiormente. Gostaríamos de tentar descodificar este sentido de interioridade, de crescimento espiritual que nem toda a gente se dedica a ver, a olhar, a observar, atentamente. Se assim não fosse, temos a certeza que a vida seria bem diferente. Se seria!...Senão vejamos. Tentemos ver «as coisas educativas», neste caso muito concreto, pela positiva. Observemos as atitudes, os comportamentos, as competências (entendidas como saber em uso) adquiridas(os) e encontraremos, por certo, tantos valores que vão deixando a marca de quem passa pela vida de maneira séria, de maneira responsável, de maneira empática. Abram-se os campos de actuação; partilhem-se saberes e fazeres de forma simples e prazenteira; escutem-se as vozes dos nossos interlocutores; interpelem-se os olhares crentes e os descrentes, também; assumam-se os erros que até podem virar verdades incontestáveis, se assim o quisermos. Ninguém erra por vontade própria. Erra-se porque não se sabe fazer melhor. E isso não é erro. É a tentativa de construção que cada qual vai urdindo à sua maneira. São experiências que marcam; são vivências que enriquecem quem as vive na intensidade de uma força pujante, vital, que urge compreender, atender, amar.
Todo o nosso crescimento é faseado. Nuns processa-se de forma mais lenta, noutros de forma mais rápida. O que interessa é que cada qual siga o seu ritmo de trabalho, o seu ritmo de aprendizagem de acordo com os princípios que lhe vão sendo incutidos através de uma reflexão cuidada, através de um olhar mais experiente, mais atento, mais amigo.
Nada de reprimir. Antes orientar. Oferecer as hipóteses várias que se vislumbrem para poder escolher em liberdade. Só a liberdade é responsável.
Não era bem por aqui que queria ter encaminhado este momento. Porém, dando livre curso às ideias que iam jorrando, deu no que deu. Iremos, decerto, ter outras oportunidades para seguir outros rumos. Quiçá, não tão ao sabor dos ventos que sopram em momentos determinados e determinantes. Este foi, apenas, um deles.
Até sempre. Boas Férias para quem já as tem. Para os restantes fica, também, um voto de felicidade e de alegria para que o trabalho final seja repleto de realizações pessoais e profissionais.
Só assim se entende esta escola que somos.
Um abraço, Isaura.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

PNEPemCHAVES: Final de ano-lectivo



Perante tal Assembleia, quem poderia ficar indiferente?...



Já tínhamos saudades, de verdade.



Ainda que pudesse parecer que nos tivéssemos alheado deste espaço, isso não corresponde ao nosso sentir e ao nosso querer. Somente, nos vimos confrontados com realidades que se não compadecem com a nossa vontade. Há compromissos inadiáveis, há situações de vida que temos que acompanhar de forma muito própria. E, ainda que estivesses sempre presente, em cada dia que passa, querido Blog, não havia forças para poder participar tão assiduamente quanto o fizemos em tempos marcantes desta caminhada que há-de ter a continuidade que mereces e necessitas.

É peremptótio assinalar que também é necessário «dar espaço e tempos a outros colaboradores com quem fomos trocando experiências, impressões ao longo do ano. Só que esses colaboradores estiveram, também, tão ou mais ocupados.

Por isso há que compreender e retomar forças para prosseguir.

É nesse sentido que nos vamos movimentando; é nesse sentido que vamos partilhando o espaço que nos ofereces. O tempo tem que ser nosso para podermos corresponder a quem nos procura, através de ti. Bom seria que nos pudéssemos (re)encontrar todos os dias nestes tempos mais próximos em que estamos mais desafogados dos trabalhos lectivos, independentemente de termos trabalhos escolares para cumprir. Desde que haja gosto pelas questões educativas das quais não nos desligamos, porque não conseguimos, porque não podemos, há sempre um tempo para ti. Voltaremos a encontrar-nos, decerto. Um abraço, Isaura





A Festa Prometia ... Com Maestro e tudo...

sábado, 28 de junho de 2008

ESCOLA PARA PAIS: REPAGINANDO A RELAÇÃO FAMÍLIA-ESCOLA

A escola para pais é um instrumento que permite repaginar as funções dos pais e da escola no desenvolvimento dos filhos/alunos e orientá-los a partir dos conhecimentos fornecidos pela Psicologia do Desenvolvimento. Foi necessário compreender a instituição familiar, por ser a primeira célula social do ser humano, responsável pelas suas primeiras interacções no mundo. A escola é quem fornece continuidade a esse processo educativo, porém, de modo formal, com conteúdos organizados e sistematizados, visando o desenvolvimento do cidadão. Actualmente, as complexas transformações sociais, políticas, económicas e culturais, decorrentes do impacto tecnológico provocaram diversas mudanças na dinâmica familiar e estas são retratadas no ambiente escolar dos filhos. A fim de proporcionar uma melhoria nestas relações entre escola e família, surge a necessidade de os educadores (pais e professores) conhecerem o desenvolvimento humano – as necessidades e as dificuldades de cada faixa etária.

(Texto tirado da revista iberoamericana de educação. Quem estiver interessado na temática pode consultar o artigo em http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=1064&or=bol_240608)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

PNEPemCHAVES: A Melga


-- CAMINOS PEDREGOSOS

Caminhos que nos conduzem ao infinito. (In)Finito da natureza física; (in)finito da Natureza humana; infinito da natureza espiritual / Divina, sejam quais forem as nossas competências, as nossas capacidades.
Hoje sinto-me algo «baralhada» com toda esta mistura de que somos formados.
A expressão que encontrei, quando visitava um blogue onde deixei, a quatro de Junho, num simples comentário um estímulo, julgava eu, aparece um outro comentário:
-- "Isaura és uma melga".
Nunca foi essa a minha intenção, acreditem. Apenas quis colaborar num trabalho para o qual até fui convidada.
Ao encontrar-me perante tal «dedicatória!», com tal reflexão crítica, confesso que deu para questionar os meus próprios sentimentos, comportamentos, atitudes, emoções, acções.
Só que o mais engraçado (completamente sem graça, porque desajustado do plano educativo)é que foi escrito por um(a) indivíduo(a) anónimo(a).
Sinceramente, mais um questionamento:
-- Como será possível ter a coragem de fazer uma referência deste calibre e esconder-se atrás do anonimato?...
Que dê a cara. Que o diga e se identifique. Só desta forma a pessoa em causa que, neste caso, tem nome, terá a oportunidade de se esclarecer sobre ..., terá a oportunidade de solicitar as razões de tal afirmação, ou de tal epíteto. Podendo, ou não, acertar o passo com quem assim a denominou.
Caso contrário, poder-se-á desconfiar de quem, até, nem teve nada a ver com isso.
São «brincadeiras» de mau gosto; são insultos a quem os não merece; são atentados ao «bom nome» a que todos/as temos direito e dever.
Vamos lá. Dê a cara. Venha a coragem para assinar aquilo que pensa(s).
Deixo o apelo em nome pessoal e a consideração em nome do colectivo de que fazemos parte. Somos, decerto, EDUCADORES.
Até à próxima, por aqui. Não ousarei participar mais em terrenos que não são me são favoráveis. Desculpem o incómodo, mas não podia deixar de registar o ponto da situação, pedindo desculpa a quem se sentiu ofendido. Da mesma forma, gostaria de esclarecer que manifestei esta «agressão» em nome pessoal como não poderia deixar de ser.
Gosto de falar no plural, porque nestas como noutras andanças nunca me sinto sozinha. Estou sempre acompanhada pela força do Espírito. Acreditem...
Até breve e até sempre, Isaura.


SIMPLES ESTRADAS

PNEPemCHAVES: CasasNovas



Esta é apenas o ensaio para uma festa que vai marcar o final de mais uma caminhada, para alguns e o encerramento temporário de actividades escolares / lectivas, para a maioria dos participantes.
Vale a pena poder desfrutar do dinamismo de uma escola sempre renovada.
Em breve haverá mais notícias, decerto.

PNEPemCHAVES: EB1.Chaves5. Casas dos Montes



PNEPemCHAVES:Educar para a Cidadania



PNEPemCHAVES: Gratidão




Gostaria de poder agradecer-vos todo o carinho e entusiasmo com que sempre presenteates a minha estada no vosso mundo de trabalho e de lazer. Nem sempre pude, decerto, corresponder aos vossos interesses e necessidades mais prementes, às vossas expectativas, mais imediatas. Espero, quando pouco, que tenhamos alinhavado algumas a médio e longo prazo. A EDUCAÇÃO é isso mesmo. Há que apostar nas três dimensões. Porém, creio que as que se resolvem no imediato e mesmo a curto prazo, correm o risco de se dissolverem, sem deixar rastos significativos, duradoiros. Há limitações que, não raras vezes, nos ultrapassam. Uma delas é o tempo. E, embora tenhamos todo o tempo do Mundo para partilharmos, nem sempre o podemos fazer em presença física. Há, não obstante, uma presença espiritual que nos une. Essa esteve, está e estará sempre presente. Em todos os tempos e em todos os espaços, podeis acreditar. E, se o tempo nos faltou para podermos caminhar com mais segurança, inovação, intensidade, vamos poder fazê-lo no ano que se aproxima em que teremos tempo de programar, planificar, avaliar, reflectir, atempadamente. Com cuidado, atenção, estímulos, esmero e, de acordo com uma realidade, palpável, concreta: a nossa escola alargada em comunidade educativa. Iremos, decerto, poder concretizar projectos que este ano foram, apenas, aflorados e que, por força de circunstâncias que nos ultrapassaram, não conseguimos colocar em acção, ao serviço da causa que nos tem levado a questionar e a responder, na medida do possível. Vou tentar deixar uma recordação que se enquadra no mundo actual. Não sei se conseguirá chegar até cada um(a) de vós, Se o não consequir, fica a intenção de lá chegar e com sucesso. É a primeira vez que o tento. Na verdade, não deu para seguir. Ficará para uma próxima oportunidade. Deixo-vos, contudo, minha gratidão. Um abraço, Isaura

terça-feira, 17 de junho de 2008

PNEPemCHAVES: Leitura Empenhada



Impossível ler o que quer que seja sem que surja algo como reflexão sobre o que se leu. Poder-se-á, também, considerar esta forma de leitura e de reacção à leitura como "Leitura Empenhada"?
Não sei se sei responder a esta questão. Só sei que a sede de saber é de tal forma forte que conduz a uma interpelação profunda sobre a comunicação emitida. Esta, por sua vez, começa por desencadear, no interior de nós mesmo/a, uma mistura de sensações, emoções, sentimentos, volições, desejos e outros/as que tais que acabam por transbordar e provocar uma necessidade imensa de partilha, de comunicação, de contraste, de identidade, de afirmação. Quanto mais não seja para desanuviar ou para encontrar a réplica benfazeja de outrem que venha reforçar esta ansiedade de um saber que se vai esgotando para renascer a cada momento e se converter noutras tantas necessidades de ler.
Ler a realidade físico-social que nos cerca, ler o passado mais ou menos distante, ler o futuro que tanto nos assusta, quanto nos seduz.
É esta leitura que satisfaz o «ego insaciável» que se apodera de nós e que, muitas vezes, vamos refreando em prol do «alter» que, ora corresponde, ora se acomoda a situações puramente circunstanciais, ou, esmagadoramente provocadas, que acabam por cercear iniciativas naturalmente saudáveis, passíveis e possíveis.
Cremos que estas varíáveis devem ser «controladas» para que a leitura surja num empenhamento espontâneo tão necessário a uma aprendizagem cada vez mais consciente, animada, consistente, sistemática.
Nas nossas escolas, para não nos limitarmos, apenas, ao espaço da sala de aula, há que criar as condições materiais e humanas como resposta às necessidades já despertas, bem como à criação de estímulos para que o poder da leitura se instale para ficar e para prosseguir.
Há exemplos infindáveis de momentos de despertar para a leitura. Muitos deles nascidos de estratégias cuja simplicidade entronca na utilização de actividades lúdicas onde o envolvlvimento pessoal se torna a mola mestra da decifração e do entendimento.
Divaguei. Desculpem. Não o pude evitar. Um abraço, Isaura.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

As Memórias a Curto e a Longo Prazo...Leitura

A Memória a Curto Prazo

· As limitações da memória icónica obrigam a que a informação registada pelos órgãos dos sentidos seja registada numa estrutura mais permanente: a memória a curto prazo. Esta possui uma capacidade limitada (7, mais ou menos 2 itens). No entanto, revela a sua eficácia, através de estratégias como os agrupamentos (exemplo: 681819 pode transformar-se em 68-18-19, reduzindo os itens de 6 para três) ou as subvocalizações, que permitem processar mais informação com o mesmo número de itens.
· Durante muito tempo pensou-se que a MCP era exclusivamente acústica. Hoje sabe-se que existem códigos visuais e semânticos na MCP. No entanto, para os estímulos linguísticos, ela mantém-se fundamentalmente acústica, o que tem grande importância para as subvocalizações ou o discurso interno durante a leitura.
· O facto de utilizarmos diversas estratégias para ultrapassar as limitações da MCP, originou a denominação de memória de trabalho, na qual a informação pode ser retida enquanto está a ser trabalhada. Na leitura, as palavras são integradas nesta memória e aí se iniciam os processos de compreensão.

A memória a longo prazo

· A velocidade a que conseguimos transferir informação para a memória a longo prazo é relativamente baixa, em comparação com a velocidade de entrada de informação na MCP, pelo que uma quantidade apreciável de informação se perde. No entanto é comumente aceite que a informação, uma vez aí chegada, não se perde.
· A informação na MLP não está organizada ao acaso. Na verdade a MLP é altamente organizada e muita da informação que não conseguimos recuperar está temporariamente inacessível e não perdida. A questão essencial é encontrar-se a chave de recuperação para aceder à informação aí armazenada, sendo ainda de considerar que a informação que vai chegando perturba o acesso à informação anteriormente armazenada.
· A maior parte dos cognitivistas pensa que existirão dois tipos de MLP: (a) a memória episódica, para a sequência de acontecimentos e (b) a memória semântica, mais importante para a compreensão da leitura dado que contém o conhecimento geral do sujeito. A parte da memória semântica mais importante para a leitura é o lexicon (léxico). Esta memória é obviamente fundamental para a compreensão dos idiomas, metáforas, etc.

Apesar das supostas divisões da memória concebidas pelos psicólogos cognitivistas, é altamente improvável que tais divisões correspondam a divisões anatómicas, da mesma forma que não é possível localizar o léxico no córtex.
Lopes, U. Minho

domingo, 15 de junho de 2008

O que é a leitura empenhada?

A leitura empenhada é o funcionamento conjunto de motivação, conhecimento conceptual, estratégias e interacções sociais durante as actividades de leitura.

O ponto fundamental do empenhamento é o desejo de ter conhecimentos novos acerca de um tópico, seguir com entusiasmo uma narrativa, alargar a experiência própria acerca de escrita. Os leitores empenhados conseguem encontrar livros com significado pessoal e ter tempo para os ler. Os leitores empenhados apoiam-se em experiências anteriores no sentido de construírem novos significados, e utilizam estratégias cognitivas para regular a compreensão de forma a atingirem seus objectivos e interesses de forma satisfatória. O benefício para os leitores pode também verificar-se através da satisfação em possuir informação que eles valorizam e que tem um papel central no seu sentido do self. Os leitores empenhados são curiosos e envolvidos num estilo de vida “literato”.
A motivação para ler representa um conjunto de objectivos interiorizados que conduzem a escolhas de leituras e estratégias de compreensão.
Para promover a leitura empenhada na sala de aula as lições de leitura devem ser desenhadas de forma a desenvolver a motivação a longo prazo, o conhecimento, a competência social e as competências de leitura.
Lopes, U.Minho

PNEPemCHAVES: Vilar de Nantes





Pouco mais haverá a acrescentar.
As imagens reais são mais elucidativas que as palavras.
Há, na realidade, um encanto verdejante a ladear, não só a horta, como uma boa parte do recinto da escola. É, por assim dizer, uma mistura de verdes que nos encantam, tal como se pode comprovar. A encosta do recreio contíguo à «horta» foi limpa de ervas daninhas, tal como se pode verificar numa observação mais atenta à realidade, ou nas próprias imagens através das quais tentamos, tantas vezes, transportar para este espaço um pouco da realidade palpável em que vivemos.
Consideramos que são, também, formas de representar uma realidade que, desta maneira, continua a frutificar, impávida e serenamente, frente aos vendavais dos tempos e dos Humanos.
Até é bom que assim seja. São lições que, apenas, poderíamos aproveitar.
Continuamos abertos ao diálogo ... Um abraço, Isaura.

PNEPemCHAVES: Vilar de Nantes




Não sei se vos lembrais de termos trazido para este espaço uma pequeníssima parte de uma experiência realizada pelos alunos e professor numa ainda mais pequeníssima parcela do logradouro da escola.
Aqui estão os resultados.
Pode, decerto, ser «exportado o produto» com características, garantidamente, biológicas, uma vez que o «estrume» que alimentou as «repolhudas alfaces», os feijoeiros em floração, as cebolas em crescimento, a salsa já a espigar e até o «aipo» ou as couves galegas em desenvolvimento, foi «compostado» neste pequeno espaço que dificultou um pouco a acção destes pequenos «agricultores» que, sob a orientação do seu professor, conhecedor destas «coisas» as quis aplicar, de uma forma simples, mas gratificante nos seus domínios pedagógicos e educativos: o interior e o exterior da sala de aulas. Bem haja! Continue...
Fica o desejo de um futuro risonho em prol de uma Educação alargada no tempo e no espaço. Fica, ainda, o desafio ao Prof. Hermínio para acrescentar mais qualquer coisita, se por bem o entender. Obrigada, pela inovação. Continua a ser uma aposta em desafios diferentes dos habituais. Um abraço, Isaura.

sábado, 14 de junho de 2008

Nascidos para aprender


“Os pássaros voam, os peixes nadam; o homem pensa e aprende.” — John Holt, autor e educador.
O cervo recém-nascido é guiado pelo instinto a pôr-se de pé, em suas pernas longas e trémulas, e seguir a mãe. O bebé humano, por outro lado, talvez não ande até completar um ano. Mas os humanos são dotados de um cérebro incrivelmente superior ao de qualquer animal. Essa superioridade reflecte-se na curiosidade insaciável da criança e na empolgação pela descoberta e pelo conhecimento.
A fim de satisfazer essa curiosidade, bebés normais e saudáveis transformam seu mundo numa área de exploração. Se lhes dermos um objecto, eles o estudarão com todos os sentidos, inclusive o paladar. E a experiência não se limita a isso. Como os pais bem sabem, os bebés derrubam, batem, sacodem e quebram as coisas — muitas vezes com grande alegria — no desejo de entender e experimentar o mundo que os rodeia.
A sede de conhecimento torna-se mais evidente quando começam a falar — o que já é por si só uma incrível façanha! Parece que da noite para o dia as crianças se transformam na interrogação em pessoa. Uma enxurrada de perguntas do tipo ‘Por que isso?’, ‘Por que aquilo?’, jorra sem parar de sua boca, a testar a paciência de muitos pais. Elas “adquirem muito de seu aprendizado com grande empolgação e entusiasmo”, disse o autor John Holt.
Alguns anos mais tarde, as crianças começam um novo ciclo de aprendizagem — um mundo de professores, livros, mesas e talvez centenas de outras crianças. Infelizmente, depois de anos na escola, muitos jovens demonstram menos interesse em aprender. Alguns até passam a ver a escola como stressante e enfadonha. Talvez certas matérias ou certos professores não sejam motivadores. Ou ainda, a pressão para tirar boas notas os deixe com ansiedade insuportável.
Se forem adquiridas nesse período, tais atitudes negativas poderão persistir na vida adulta ou mesmo até a velhice. E qual é a consequência triste? Os que desenvolveram esse comportamento evitam tudo que tem a ver com concentração, estudo ou pesquisa. Os idosos têm um obstáculo adicional para vencer — a crença de que a idade avançada automaticamente diminui a capacidade de aprendizagem, ponto de vista esse que é injustificado.
Já tentámos fazer uma criança dormir enquanto algo interessante acontecia? Mesmo cansada, a chorar e até irritada, ela se esforça para ficar desperta e não perder nada. A sua “necessidade de entender o mundo e ser capaz de fazer as coisas é tão profunda e tão forte quanto sua necessidade de comer, de descansar ou de dormir. Às vezes, pode ser ainda mais forte”, escreve o autor John Holt.
O desafio é fazer com que as crianças mantenham o desejo de aprender durante toda a vida, incluindo, é claro, os anos escolares. Este é o nosso ― o dos pais e o dos professores ― grande desafio.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

PNEPemCHAVES: Bragança

Do Nascer ...

A nossa presença nesta Eucaristia é uma forma clara de expressarmos e nossa fé em Jesus Cristo, o Mestre e Pedagogo que influenciou a nossa forma de estar na vida e na nossa prática docente.
Ao fazermos memória do Ministério Pascal, queremos ter presentes todos os alunos que passaram pelas nossas mãos e hoje exercem a sua cidadania no lugar onde vivem.
Queremos lembrar os nossos colegas que partiram para o Pai para que se digne recebê-los em Seu seio e, de uma forma solidária, queremos lembrar todos e cada um de nós e as nossas famílias, dando Graças a Deus pelos 47 anos que em 2008 temos a alegria de celebrar.
Que ao participarmos nesta Eucaristia, assumamos, com alegria e firmeza, o compromisso de continuarmos, segundo o nosso ritmo, a ser úteis à sociedade em que estamos inseridos.
... Ao pôr do Sol!...


Quanta beleza encerra!... . Obrigada, Senhor.

PNEPemCHAVES:Bragança


PROFESSOR
que um dia foste
Onde vais de mãos vazias
Onde vais assim com elas, PROFESSOR?
Mãos que seguraram páginas de um livro
ou a pequena mão de uma criança
Mãos que alimentaram
que desenharam as nuvens do Céu
ou acariciaram um rosto,
Mãos que acenaram
"Adeus"
Escondendo um véu de lágrimas...
Por essas mãos, seguros,
quantos seguiram um rumo?
Mãos cansadas
frágeis, doridas
de tantas lutas travadas entre a Terra e as estrelas,
Mãos que se uniram
Se elevaram a Vós:
-- rebeldes
quando corações amaram
das mãos lhe são arrancadas
-- trémulas
ao implorarem, pela rebeldia, perdão.
-- abatidas
quando Vos rogam conforto
em hora de aflição.
São para Vós, meu Deus e Senhor!
São Vossas:
São mãos cheias de afecto
de força para servir!
São mãos prontas para a novas tarefas
que delas
ainda se espera lá fora,
pois sempre e a toda a hora
-- Assim Vós determinais
As nossas mãos cumprirão!
São mãos
que unem
e se elevam uma vez mais para Vós
no momento presente,
Rogando-Vos força bastante para,
De uma forma válida e desejada
continuarem a ser úteis!
Ei-las, Senhor, as nossas mãos!
As mãos de um Professor.
São Vossas!
Pelas nossas Mãos,
Graças Vos damos, Senhor!

BRAGANÇA: Em Oração

Pelos anos, plenos de sonhos, que antecederam a nossa saída do Curso do Magistério Primário
pelos 47 anos de percurso, plenos de realizações após essa saída.
pelo dia de Hojee por todos os dias que a Vossa Sabedoria e generosidade ,
nos queiram conceder.
Dias e Anos plenos de vontade de Vos servir.
pelas Crianças que tivemos o privilégio de educar e moldar, orientando-as para Vós.
por cada minuto:
por cada alegria ...
por cada lágrima ...

GRATIDÃO!

pela saudade de todos que connosco conviveram
de tantos corações que junto aos nossos bateram
e que, partindo para Vós,
a Terra fria cobriu!

GRATIDÃO!
pela nossa sensibilidade
a um Mundo de beleza e de Amor
de sonho sempre idealizável,

e pela capacidade de discernir o lado negro
deste mundo, deste mundo capaz de aniquilar,
se não fora o Vosso Amparo e Amor!

É essa GRATIDÃO sem limites que,
não sabendo nós, exprimir em palavras
simbolizamos num simples Ramo de Rosas!
Rosas para Vós, Senhor.



GRATIDÃO!...