

Adultos que, na força da vida dão à comunidade, quiçá, mais do que recebem. O seu exemplo, a sua disponibilidade, o seu interesse, a sua vontade de aprender, o seu empenhamento, entre outros valores de que vão dando testemunho, são motivos, mais que suficientes, que nos levam a reflectir sobre vidas passadas, presentes e futuras.
As razões que levaram esse passado a criar situações de injustiça e de discriminação, sobretudo de género, a maioria do elenco educativo são mulheres, não estão tão erradicadas quanto se possa pensar. Continuamos como seres humanas a ser discriminadas em vários campos, como não será difícil de verificar.
Talvez por isso, e não só, a necessidade de lutar por melhores condições de vida. Este não só reside, essencialmente, na realização pessoal de cada uma, na afirmação pessoal de cada qual. Há necessidade de competência. E, não tenhamos ilusões, essa competência passa, também, pelo saber cultivar o nosso espírito, a nossa mente. A nossa afirmação vem-nos, também, por essa via do conhecimento.
Saber mais implica saber ler. Ler é compreender as mensagens que os nossos interlocutores de todas as idades, condições sociais, culturas, nos transmitem. Seja através da comunicação oral, seja pela comunicação escrita, temos que aprender a decifrar, nas questões que nos levantam, as respostas que merecem. Respostas que seguem as mesmas vias de comunicação.
Mas é, sobretudo, nas atitudes, na firmeza das nossas convicções, na comunicação pela vertivalidade de comportamentos que conseguiremos ocupar o lugar que nos pertence, guindar-nos ao grau mais elevado grau de participação activa nesta sociedade desgastada por uma competição desenfreada, por um individualismo atroz, por um egoismo esmagador.
Vamos dar a volta ao texto. Vamos agir no contexto actual em prol de uma sociedade onde a igualdade de oportunidades seja, de facto, um facto.
É para isso que aqui estamos, numa presença viva e activa. Foi essa a lição que recebi. É essa a lição que sigo. Obrigada pelo testemunho, isaura.