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quinta-feira, 1 de maio de 2008

PNEPemCHAVES: Tutorias




Apesar de ser a primeira vez que introduzimos este campo para reflexão, não podemos deixar de referir que ele se encontra em acção viva e permanente, desde o início do ano. E com que vitalidade!...
Não vamos, decerto, historiá-lo. Seria impossível, neste espaço de tempo e de registo. Contudo, iremos deter-nos em alguns aspectos por onde passámos, com a força e o vigor das convicções que nos foram levando a encontrar pontos de referência comuns com vista à melhoria de um trabalho que nos tem ajudado a crescer.
E, são vários os campos pedagógicos visados:
-- As novas tecnologias: Muitos de nós partimos do «zero». Só com uma vontade pessoal férrea e o apoio de alguns elementos que já iam dominando estas tecnologias, pudemos ir construindo momentos de que nos vamos orgulhando. Sabemos que é ainda muito pouco o que temos percorrido, aprendido, como sabemos que, neste momento, ultrapassámos em muito a infoexclusão. E, se a «frota tecnológica» fosse actual nas nossas escolas, não temos dúvidas que estaríamos muito mais avançados. Só custa começar. O entusiasmo vem com e pela prática e seus resultados.
-- Os espaços físicos que nos são destinados : Mais um campo de batalha travada e muito pouco conseguida. Temos andado de sala em sala, num peditório que se não compagina com a nossa maneira de ser PROFESSOR/EDUCADOR e de estar na PROFISSÃO e na ESCOLA. Como tal, acabámos por nos render a um espaço que não deixando de ser acolhedor, porque as condições humanas o são, não pode responder às necessidades de quem vai já sentindo a necessidade de um trabalho de equipa reflexivo, planificado, executado, avaliado. Mas é o que temos e onde nos vamos sentindo bem.
-- A partilha de preocupações educativas: Hierarquicamente falando não é coisa que se possa validar. Não temos sido reconhecidos como Recurso do Agrupamento, não temos sido reconhecidos como beneficiários de nada. Vamo-nos "cosendo com as linhas que temos". Por isso e muito mais, muitos dos «remendos pedagógicos» estejam já a necessitar de remodelação. Vale-nos sabermos contornar muitas das situações de conflito institucional, próximo, geradas. Até porque ao distante nem nos deixam chegar. Melhor, vale-nos a força com que não «deixamos por mãos alheias os nossos deveres». Quanto aos nossos direitos, ainda que não desistamos, de muito pouco nos tem valido o esforço dispendido. Não encontramos eco nas nossas formas de ser e de estar; não temos encontrado o feedback necessário a um trabalho compensatório.
É este o preço a pagar pelos AGRUPAMENTOS de escolas onde o professor do 1.º Ciclo continua a ter as benesses do Professor Primário. Nem mais. Quiçá, bem menos. Porém, não serão estas questeúnculas que nos impedem, impedirão de seguir em frente.
-- A partilha de saberes e fazeres: O organização reporta-se a um início do ano muito atribulado, tal como se encontra registado em documentos próprios, a um segundo período bastante limitado pelas condições climáticas que, não sendo desculpa para nada, foram limitando a nossa acção de supervisão, mas foi-nos permitindo uma prática de computadores onde a visita à Plataforma nos deu uma possibilidade de contacto com os documentos publicados pela Equipa Responsável resultando daí, também, um aprofundamento de conhecimentos teórico de mais valia para o trabalho a desenvolver.
Mas foi neste terceiro período que o nosso trabalho tomou uma outra visibilidade, um outro interesse, uma outra perspectiva educativa que vai abrindo caminhos de inovação e de mudança no local de trabalho de cada professor/a interveniente no mesmo.
Será isso o que iremos continuando a fazer nestes tempos que estão quase a atingir o seu final. Continuá-los seria muito bom até porque as perspectivas vão-se alargando em várias frentes, tal como teremos oportunidade de confirmar mais acintosamente, em tempo próprio. Aliás, já vão tendo alguma visibilidade no Blog criado para o efeito.
Por agora, vamo-nos ficando por aqui. Apenas pedimos que façam o favor de observar, atentamente, as imagens que vos deixamos através das quais se pode constatar o espaço que nos foi reservado, depois de algumas batalhas que tivemmos de travar, mas que conseguimos vencer com o recurso a amigos que não regatearam esforços para nos ajudar.
Num agradecimento muito sentido aqui fica o nosso muito obrigados/as.
Um abraço a todos quantos de boa-vontade têm contribuído para que este trabalho se firme e se afirme. Até breve, Isaura.